sábado, 2 de julho de 2011

Como os glicocorticóides interferem na coagulação sanguínea?

Respondendo a uma das perguntas do Watch'N'Ask... Como já explicado anteriormente, os glicocorticóides interferem na síntese de derivados oxigenados do ácido aracdônico, isto é, interferem na síntese de tromboxanas, prostaglandinas e leucotrienos (que são elementos chave em processos inflamatórios, lembra???). Essa atuação leva a uma inibição da produção desses eicosanóides. Isso ocorre por meio de dois mecanismos principais: 1)via lipocortina que impede a liberação de ácido aracdônico livre, 2) via inibição de algumas enzimas como a COX que atuam na síntese desses compostos.Vale lembrar que essa inibição se deve a uma redução na transcrição gênica dessa enzima.
Como as tromboxanas promovem a agregação de plaquetas e a coagulação sanguínea, é de se esperar que o uso  de glicocorticóides leve a uma redução na formação de trombos. Apesar de essa proposta ser lógica, o que observa em alguns casos é que os glicocorticóides não conseguem reduzir significativamente a taxa de tromboxanas no plasma sanguíneo, de forma que o seu uso  nem sempre tem esse efeito anti-coagulante esperado. Essa contradição foi apenas parcialmente elucidada até o presente momento, razão pela qual não vamos explicá-la aqui.
Outro dado interessante é o fato de pacientes com síndrome de Cushing terem maior tendência na formação de coágulos. Esse dado também contraria a lógica de que a exposição a altas doses de glicocorticóides (o que caracteriza a doença de Cushing) levaria a uma redução da capacidade de coagulação. O que se acredita, nesse caso, é que a formação de coágulos esteja relacionada a um outro mecanismo, no caso o aumento na transcrição do gene do fator VIII  e do complexo von Willebrand (ambos essenciais a coagulação- conhecidos como fatores anti-hemofílicos).
 Conclui-se, portanto, que é plausível racionalmente relacionar o uso de glicocorticóides a uma redução da capacidade de coagulação. No entanto, pesquisas tem revelado não haver interferência significativa desses medicamentos na coagulação, de forma que ainda são necessários mais estudos em torno da questão.

Por Daniela Frank de Albuquerque

http://csrf.net/page/ectopic_cushings_syndrome.php

Anticoagulant prophylaxis markedly reduces thromboembolic complications in Cushing's syndrome.
Boscaro M, Sonino N, Scarda A, Barzon L, Fallo F, Sartori MT, Patrassi GM, Girolami A
J Clin Endocrinol Metab. 2002;87(8):3662.
Department of Internal Medicine, Division of Endocrinology, University of Ancona, 60100 Ancona, Italy.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3983796

http://www.mhhe.com/biosci/esp/2002_general/Esp/folder_structure/tr/m1/s7/trm1s7_3.htm




domingo, 19 de junho de 2011

De que forma a prática de exercícios físicos auxilia no metabolismo da glândula tireoide?



A glândula tireóide além de produzir triiodotironina e tetraiodotironina produz também calcitonina, como já mencionado anteriormente. A calcitonina é liberada em situação de hipercalcemia sanguínea, inibindo a retirada do cálcio presente na matriz óssea. A atividade física aumenta o nível desse hormônio. Vale lembrar que os íons de cálcio são os intermediários entre o impulso nervoso e a contração muscular, fazendo com que as cabeças de actina e miosina se liguem, o que promove a contração muscular.
A tiroxina, ou tetraiodotironina, sofre deiodação podendo originar T3 ou rT3, o T3 reverso, sendo esta uma via alternativa. Como mencionado na postagem “Mecanismo de ação dos hormônios da tireóide”, T3 possui uma afinidade muito maior ao seu receptor do núcleo da célula alvo do que T4 e, deste modo, é considerado a forma metabolicamente ativa. O T3 reverso é considerado inativo e é produzido em grande quantidade na existência de doenças crônicas, na deficiência de carboidratos e em situações de stress, como o caso de exercícios físicos.
Em situações de atividade física a via alternativa de deiodação do T4 poupa energia e ocorre em proporções maiores assim como a via principal, embora a quantidade de T3 livre no sangue não seja alterada. A quantidade de TSH no sangue é elevada nessas situações e a quantidade de T4, assim como a de T3, continua igual.
Por Helouise Bitencourte
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Referências Bibliográficas:
Harper: Bioquímica; Murray, R. K.; Granner, D. K.; Mayes, P. A.; Rodwell, V. W.; Sétima Edição; São Paulo, Atheneu, 1994.
Bioquímica Básica; Torres, Bayardo Baptista; Marzzoco, Anita; Segunda Edição; Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1999.  
http://search.babylon.com/imageres.php?iu=http://www.afarias.blog.br/wp/images/AtividadesFsicasRegularesAtenuamadisfuno_10E8C/disfuno_ertil_thumb.jpg&ir=http://www.afarias.blog.br/wp/?p=652&ig=http://images.google.com/images?q=tbn:ANd9GcRJJH6XeGk5sCuDGEwbNymfEx1Lwkc6XUMcszNdUYgSsorByrfy806EAg:www.afarias.blog.br/wp/images/AtividadesFsicasRegularesAtenuamadisfuno_10E8C/disfuno_ertil_thumb.jpg&h=267&w=369&q=atividades%20fisicas&babsrc=home
 

sábado, 18 de junho de 2011

A saúde da Dilma


A reportagem principal da revista Época de no 680, entitulada “A saúde da Dilma”,  revela que a presidente tem tireóide de hashimoto. Em virtude  da compatibilidade dessa informação com o assunto  do nosso blog, vamos explicar melhor o que vem a ser essa doença

A tireóide de Hashimoto recebeu este nome em homenagem ao médico que a descobriu, o doutor Hakaru Hashimoto, em 1912. Trata-se de uma doença auto-imune, sendo a causa mais comum de hipotireoidismo nos EUA. Apesar de estar muito associada a casos de hipotireoidismo, os dois termos não são intercambiáveis. A tireóide de Hashimoto é uma doença que pode ter diversos sintomas ou mesmo permanecer assintomática por muitos anos, enquanto que o hipotireoidismo é uma condição clínica de baixa atividade da glândula tireóide.
Muitas vezes, pacientes com tireoide de Hashimoto são assintomáticos durante a maior parte de vida, só vindo a desenvolver a doença já em idade adulta.Os sintomas mais comuns são aumento no tamanho da glândula tireóide, depressão, fatiga, ganho de peso, constipação, queda de cabelos, problemas de fertilidade e dores nas articulações e nos músculos. É importante frisar que na doença de Hashimoto pode haver momentos em que a atividade da tireóide é aumentada após períodos de hipotireoidismo, havendo alternância entre sintomas de hiper e hipotireoidismo.No caso da presidente Dilma, a tireóide de Hashimoto levou a um quadro de hipotireoidismo, como informa a reportagem.
A tireóide de Hashimoto não tem cura, mas o hipotireoidismo por ela gerado pode ser controlado com a reposição de T3 e T4. O remédio usado pela presidente, o Synthroid, é na verdade o hormônio T4 (levotiroxina de sódio) produzido artificialmente. Se houver desenvolvimento de inflamações na tireóide, é comum o uso conjunto de corticóides(que são poderosos anti-inflamatórios, como já citado).



Molécula da levotiroxina de sódio, componente ativo do Synthroid, o remédio usado pela Dilma.

O diagnostico da tireóide da Hashimoto é feito de diversas formas. Pode-se realizar exames de sangue para detector primeiramente o hipotireoidismo. Taxas baixas de T3 e T4, ou taxas altas de TSH revelam quadros de hipotireoidismo. As taxas altas de TSH(hôrmio estimuante da tireóide) são uma tentativa de hipófise de equilibrar a baixa produção de T3 e T4, sendo típica do período inicial de desenvolvimento do hipotireoidismo. Se detectado o hipotireoidismo, deve ser feito um exame extra para detectar as taxas de anticorpos contra tireoglobulina e contra a tireóide peroxidase, as duas principais enzimas da tireoide. Se essas taxas se apresentarem elevadas, trata-se de um quadro de tireóide de Hashimoto que levou a um hipotireoidismo.
O outro medicamento utilizado  no tratamento da presidente foi o Calcort, um corticóide, que tem por princípio ativo o deflazacorte. Esse medicamento tem ação anti-inflamtória, sendo usado no controle de respostas alérgicas exageradas, inflamações de pulmão e de articulações. Além disso, esse medicamento também atua reduzindo o número de certas “células brancas”do sistema imune, sendo muito utilizado no tratamento de doenças autoimunes e de certos tipos de câncer, como linfomas a leucemia.
No caso, a utilização mais recente desse medicamento pela presidente foi contra um quadro de pneumonia, provavelmente para reduzir inflamações no pulmão. No entanto, é possível que o mesmo medicamento tenha sido usado anteriormente contra o linfoma(câncer nos nódulos linfáticos) ou contra a tireóide de Hashimoto(que é uma doença auto-imune).

                          
Além disso, foi citado que a pesidente faz uso do slow-K, um medicamento a base de cloreto de potássio utilizado para aumentar os níveis de potássio no sangue. Baixos níveis de potássio no sangue podem estar relacionados a uma atividade alta da glândula adrenal, sobretudo a região produtora de mineralocorticóides. Os mineralocorticóides, principalmente a aldosterona, atuam aumentando a eliminação de potássio e a reabsorsão de sódio. Assim, uma produção acentuada desse hormônio pode levar a uma baixa de potássio, o que é corrigido usando-se o slow-K.


Por Daniela Frank de Albuquerque
Bibliografia:
www.medicinenet.com/hashimotos_thyroiditis/article.htm
thyroid.about.com/cs/hypothyroidism/a/hashivshypo.htm 
http://emedicine.medscape.com/article/120937
www.netdoctor.co.uk/medicines/100000429.html
www.rxlist.com/synthroid-drug.htm 
www.rxlist.com › ... › slow-k (potassium chloride) drug center






quarta-feira, 15 de junho de 2011

E as NSAIDs, como funcionam?

NSAIDs (nonsteroidal anti-inflammatory drugs) são um conjunto de drogas que tem ação anti-inflamatória e que, no entanto, não são compostas por corticóides ou hormônios similares. A maioria desses fármacos contém derivados do ácido acetil salicílico(mais conhecido como aspirina), que possui ação anti-inflamatória, analgésica, antipirética e anti-coagulatória. Essas drogas foram criadas no início do século XIX, numa tentativa de atender a pacientes que desenvolviam resistência a corticóides (em função de seu uso prolongado) e de reduzir os efeitos colaterais apresentados pelos corticóides (hipertensão, diabetes, osteoporose, ganho de peso, edemas, entre outros).

A título de curiosidade, decidimos explicar também como essas drogas funcionam. Bem, então vamos lá!!! As NSAIDs têm como mecanismo básico a sua capacidade de inibir a síntese de diversas prostaglandinas(uma classe de eicosanóides, lembra??).Esses medicamentos inibem a conversão do ácido aracdônico, liberado pela ação da fosfolipase A2, em PGG2 e PGH2 e posteriormente em PGE2(que é uma das responsáveis pela dor em processos inflamatórios). Por essa razão, esses medicamentos foram os primeiros analgésicos reconhecidos(hoje em dia seu uso analgesico restringe-se a dores menores, sendo o uso de narcóticos muito mais frequente).
Mas e a ação anti-inflamatória?? Esses medicamentos devem o seu poder anti-inflamatório ao fato de inibirem a isoenzima ciclooxigenase(COX).Essa enzima se apresenta em duas formas, COX-1 e COX-2, sendo a COX1 responsável pela produção de protaglandinas essencias ao funcionamento do corpo e a COX-2 responsável pela síntese de eicosanóides ligados a inflamações. O problema é que a ação desses medicamentos não é seletiva, atuando tanto sobre a COX-1 quanto sobre a 2.
Essa ação não seletiva bloqueia as ações da COX-1, que tem, entre outras funções, um papel a protectão da mucosa do trato gastrointestinal, atuação no trato renal, na diferenciação de macrófagos e na função das plaquetas. Por isso, esses medicamentos acabaram levando a efeitos colaterais também indesejados.
Atualmente foi desenvolvida uma nova geração de drogas que atua seletivamente sobre a COX-2, tendo uma ação anti-inflamatória muito mais focal. Exemplos dessas drogas são o celecoxib e o eterocoxib. Apesar de esses medicamentos terem reduzido a incidência de ulceração, foi constatado que muitos dos demais efeitos colaterais ainda foram mantidos.

Bem pessoal, espero ter satisfeito a curiosidade de vocês quanto ao funcionamento de outros anti-inflamatórios. Nos próximos posts vamos dar ênfase a patologias decorrentes de problemas na produção de hormônios da adrenal. Aguardem...

Por Daniela Frank de Albuquerque
Bibliografia:
Wilson and Gisvold's textbook of organic medicinal and pharmaceutical chemistry- Block, John H.; Beale, John M.- eleventh edition-chapter 22- pages 753 to 755
http://www.medicinenet.com/nonsteroidal_antiinflammatory_drugs/article.htm


Efeitos colaterais do uso de corticóides

Apesar de suas propriedades farmacológicas, os corticóides apresentam uma série de efeitos indesejados, sobretudo se o seu uso for prolongado. Isso ocorre porque esses medicamentos são, antes de mais nada, hormônios que atuam, portanto,  de forma sistêmica.
Entre esses efeitos, os mais comuns são aumento da pressão sanguínea,glaucoma, retenção de fluidos, ganho de peso, diabetes tipo II, osteoporose, aumento no risco de infecções, entre outros.Como podemos justificar esses efeitos?
Os fármacos a base de corticóides geram, em maior ou menor grau, um desequilíbrio na retenção de eletrólitos pelo organismo, principalmente o sódio, o que gera uma retenção de fluidos no organismo. Essa retenção de fluidos influencia tanto na formação de edemas quanto no aumento da pressão sanguínea. Esse aumento de pressão pode gerar vários efeitos adversos, dentre eles o glaucoma(aumento de pressão no globo ocular) havendo perda progressiva de visão e eventual cegueira.
O ganho de peso está associado a função primária que os corticóides exercem no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. Esses hormônios atuam aumentando não só o apetite , mas também a taxa de glucose no sangue(uma resposta que está diretamente associada a preparação do organismo para eventos de stress). Isso gera não só a um ganho de peso como também a piora ou leva ao desenvolvimento do quadro de diabetes tipo II (insulina resistente) a longo prazo.
Os corticóides atuam também inibindo a ação dos osteoblastos(que reconstroem a matriz óssea) e estimulando a ação de osteoclastos(que degradam a matriz óssea). Paralelamente, há uma redução da absorção de cálcio pelo intestino e uma maior eliminação do mesmo pelos rins.Enfim, os corticóides levam a uma desregulação geral dos níveis de cálcio e da atividade de células responsáveis por manter a matriz óssea, o que culmina em casos de osteoporose.
A ação anti-inflamtória desses medicamentos, como já elucidado, ocorre principalmente via redução da transcrição de vários elementos relacionados a atividade do sistema imune. Sendo assim, é razoável considerar que esses medicamentos a longo prazo gerem um quadro de imunossupressão, resultando em uma maior susceptibilidade a infecções e doenças oportunistas.
Além disso, o uso prolongado desses hormônios gera um feedback negativo na adrenal, inibindo a produção de hormônios como um todo por essa glândula.Por essa razão, após um longo periodo de prescrição desses medicamentos, deve-se ter o cuidado de retirá-los gradualmente do paciente (ação conhecida como “desmame”), permitindo uma retomada do funcionamento normal da adrenal e evitando desequilíbrios hormonais desnecessários.

Por Daniela Frank de Albuquerque
Bibliografia:
http://www.mayoclinic.com/health/steroids/HQ01431
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC462622/pdf/thorax00344-0001.pdf

domingo, 12 de junho de 2011

Patologias relacionadas aos hormônios da tireóide

As doenças da tireóide estão freqüentemente relacionadas aos hormônios TSH, T3 e T4. As mais comuns são bócio, hipotireodismo e hipertireoidismo.


Bócio é a denominação de uma doença caracterizada pelo aumento da glândula tireóide por conta da tentativa de compensar o TSH em nível elevado. Entre as causas do bócio estão deficiência ou excesso de iodo, deficiências nos mecanismos autorregulatórios, presença de tumores na glândula e raros defeitos hereditários.
Essas deficiências podem ser causadas por falha em uma das várias etapas da biossíntese dos hormônios tireoideanos, como: defeito de transporte de I-; defeito na iodação; defeito de ligação entre MIT e DIT ou DIT e DIT; deficiência de deiodinase; produção de proteínas iodadas anormais.   
As deficiências parciais dessas funções produzem, nos adultos, o Bócio simples. Já os casos mais severos podem causar hipotiroidismo.
O Bócio simples pode ser tratado com administração de hormônios exógenos ou, para alguns casos específicos, com a suplementação ou restrição de iodeto na alimentação.

Hipotireoidismo é uma doença manifestada pela quantidade insuficiente de T3 ou T4 livre. A causa mais comum é devida a uma falha da tireóide, mas também pode ser causada por doenças da hipófise e do hipotálamo.
O hipotireoidismo diminui a velocidade do metabolismo basal e também a velocidade de outros processos dependentes dos hormônios tireoideanos.
Nas características do hipotireodismo incluem-se, entre outras dependentes da idade do paciente:
  • batimento cardíaco lento;
  • hipertensão diastólica;
  • comportamento lento (vagaroso);
  • sonolência;
  • constipação;
  • sensação de frio;
  • mixedema;
  • queda de cabelo;
  • pele e cabelos secos; e
  • aparência pálida.

Quando o hipotireoidismo se apresenta tardiamente na infância produz deficiências no crescimento físico (estrutura física pequena), mas não retardamento mental.

O tratamento do hipotireoidismo é feito com administração de hormônios tireoideanos exógenos.
Hipertireoidismo ou Tireotoxicose manifesta-se pela produção excessiva de hormônio tireoideano. Dentre as várias causas possíveis para a patologia, cita-se com mais freqüência a Doença de Graves, que se constitui na produção de IgG-tireóide estimulante (TSI) que ativa o receptor TSH, aumentando a glândula tireóide e produzindo muito T3 e T4, já que o estimulante TSI está descontrolado por não haver retroalimentação.
O paciente de hipertiroidismo apresenta, comumente, os seguintes sintomas:
  • velocidade cardíaca aumentada;
  • pressão do pulso aumentada;
  • nervosismo;
  • insônia;
  • perda de peso, apesar do aumento do apetite;
  • fraqueza;
  • freqüência intestinal aumentada;
  • sudorese excessiva;
  • sensibilidade ao calor; e
  • pele vermelha e úmida.

O tratamento do hipertiroidismo causado pela doença de Graves é feito pelo bloqueio da produção hormonal com uma droga anti-tireoideana, com administração de isótopo radioativo de Iodo (I131) que deprime a glândula tireóide ou por uma combinação dos dois métodos. Eventualmente, a glândula pode ser removida por intervenção cirúrgica.
Por Helouise Bitencourte
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Referências Bibliográficas:
Harper: Bioquímica; Murray, R. K.; Granner, D. K.; Mayes, P. A.; Rodwell, V. W.; Sétima Edição; São Paulo, Atheneu, 1994.
Exame Clínico; Epstein, Owen; Perkin, G. David; Bono, David P. de; Cookson, John; Segunda Edição; Porto Alegre, Artmed, 1999.



Mecanismo de transporte dos hormônios da tireóide


             
            Os hormônios chegam aos diversos locais do corpo por meio do sistema circulatório, para que assim possam atuar nas células e tecidos-alvo e desempenhar sua função. O sangue transporta os sinais hormonais de um tecido para o tecido alvo, encontrados na forma solúvel ou suspensa no plasma.
            Os hormônios T3 e T4 são transportados na forma combinada, ou seja, ligados às proteínas globulina ligante de tiroxina (TBG) e pré-albumina ligante de tiroxina (TBPA). A TGB, uma glicoproteína, possui maior afinidade a T3 e T4 do que a TBPA, ligando-se não covalentemente a quase toda a quantidade desses hormônios. O pouco que permanece livre é responsável pela atividade biológica. As quantidades livres de T3 e T4 são equivalentes e a meia-vida de T4 é maior.
            A TBG é sintetizada no fígado, sua síntese é aumentada por estrógenos e diminuída por andrógenos e glicocorticóides, resultando em alteração na quantidade de T3 e T4 combinados.
            A concentração hormonal no sangue é extremamente baixa, durante a secreção a concentração aumenta algumas ordens de grandeza e quando para, a concentração volta ao nível de repouso. A existência do hormônio no sangue é curta, se sua presença não é mais necessária ele é inativado enzimaticamente. 

Por Helouise Bitencourte
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Referências Bibliográficas:
Harper: Bioquímica; Murray, R. K.; Granner, D. K.; Mayes, P. A.; Rodwell, V. W.; Sétima Edição; São Paulo, Atheneu, 1994.
Princípios de Bioquímica; Lehninger; Nelson, David L.; Cox, Michael M.; Quinta Edição; Artmed, 2011.